A busca por eficiência operacional no varejo segue como um dos pilares para garantir competitividade, rentabilidade e sustentabilidade. A “PESQUISA DE EFICIÊNCIA OPERACIONAL 2025”, realizada pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), mostra que o setor continua avançando, embora desafios importantes ainda exijam atenção redobrada por parte dos varejistas.
Panorama geral: uma estabilidade que exige vigilância
Segundo a pesquisa da ABRAS, a eficiência operacional média no Brasil em 2025 foi de 98,11%, mantendo-se praticamente estável em relação a 2024 (98,13%). Por outro lado, a ineficiência operacional subiu ligeiramente de 1,87% para 1,89%, o que pode parecer pequeno, mas representa um impacto financeiro expressivo quando considerado o faturamento anual do setor supermercadista brasileiro.
Essa variação revela que, apesar dos avanços, os fatores que geram perdas continuam ativos e, em alguns casos, mais complexos, exigindo do varejo não apenas controle, mas também estratégias mais integradas de prevenção.
O peso dos perecíveis nas perdas
Os produtos perecíveis continuam sendo os maiores responsáveis pela ineficiência operacional. De acordo com os dados da ABRAS, em 2025, as perdas foram mais expressivas nas seções de flores (6,67%), FLV (4,73%), padaria e confeitaria (4,62%) e rotisseria (3,66%). Quando comparado com os dados de 2024, houve aumento nas perdas de quase todas essas seções, com destaque para a categoria de flores, que saltou de 4,89% para 6,67%.
Por outro lado, os perecíveis industrializados, que apresentaram melhoria, foram destaque positivo, reduzindo as perdas de 2,60% para 1,63%. Essa diferença reforça como a complexidade da manipulação e conservação dos alimentos frescos continua sendo um desafio operacional relevante.

Não perecíveis: perdas aumentam em algumas categorias
Entre os produtos não perecíveis, as perdas também aumentaram em diversas categorias. O estudo aponta que móveis, bazar, pet e têxtil foram os segmentos mais afetados em 2025, com destaque negativo para a seção têxtil, cuja ineficiência operacional mais que dobrou, saltando de 0,42% para 2,16%.
Esse movimento indica que categorias tradicionalmente consideradas mais seguras estão sendo impactadas por falhas no inventário, furtos ou erros administrativos, exigindo novos protocolos de controle e visibilidade de estoque.
A diferença entre formatos de loja
A eficiência operacional também varia conforme o modelo de loja. Segundo a ABRAS, o Atacarejo apresentou o melhor desempenho, com eficiência de 98,58%, seguido pelo Hipermercado (98,12%). Na outra ponta, os contêineres em condomínios registraram a menor eficiência operacional, com 97,87%.
Esse recorte mostra que, embora as diferenças pareçam pequenas, operações mais maduras e estruturadas conseguem controlar melhor suas perdas, enquanto formatos mais compactos ou descentralizados enfrentam desafios logísticos e de controle mais complexos.
Causas das perdas: uma cadeia interligada
A pesquisa também aponta os principais causadores da ineficiência. Erros administrativos, falhas no controle de validade, produtos avariados, furtos internos e externos e falhas nos processos de inventário seguem como fontes recorrentes de perdas. O relatório chama atenção para a complexidade dessa cadeia, que envolve fatores operacionais, táticos e estratégicos.
Essas causas reforçam a importância de ações coordenadas entre diferentes áreas da empresa, como prevenção de perdas, gestão de riscos, auditoria, logística e operações.

Conclusão
A edição 2025 do estudo da ABRAS mostra que o varejo brasileiro segue avançando na construção de operações mais eficientes. No entanto, a estabilidade nos índices gerais esconde o agravamento de perdas em seções e categorias específicas, especialmente nos perecíveis e em segmentos não perecíveis que antes apresentavam menores riscos.
A chave para superar esses desafios está na integração entre tecnologia, processos e pessoas, com foco em visibilidade operacional, prevenção ativa e cultura de responsabilidade compartilhada.
Empresas como a ValidCode estão prontas para apoiar o setor nesse processo, oferecendo soluções inteligentes que automatizam controles, reduzem perdas e aumentam a produtividade no dia a dia do varejo.
Fonte:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS (ABRAS). Pesquisa de Eficiência Operacional – Pesquisa 2025. Atualizado em jun. 2025. Disponível em: https://www.abras.com.br/economia-e-pesquisa/pesquisa-de-eficiencia-operacional/pesquisa-2025. Acesso em: 15 jul. 2025.

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